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24/09/2015 às 17h04min - Atualizada em 24/09/2015 às 17h04min

Sobre forte comoção é sepultado os Militares mortos na queda do helicóptero

O Fato com Gazetaweb


 Sob olhares de profundo pesar e com as devidas honras, os corpos de dois oficiais militares que morreram após a queda do helicóptero da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL) foram sepultados, no início da tarde desta quinta-feira (24), no cemitério Campo Santo Parques das Flores, no Tabuleiro do Martins, em Maceió. Familiares, amigos, colegas de farda, além de diversas autoridades, a exemplo do governador Renan Filho (PMDB), do vice, Luciano Barbosa (PMDB), e do secretário de segurança Alfredo Gaspar de Mendonça, despediram-se dos militares.

O cortejo até as covas foi acompanhado por uma multidão. As cédulas funerárias foram carregadas por um grupo de policiais e bombeiros militares. Parentes, ainda muito emocionados, eram amparados pelos amigos e pelas autoridades presentes. Os pais, as viúvas e os filhos das vítimas estavam desolados.

O caixão com os corpos do major bombeiro Milton Carnaúba e do capitão PM Mário Henrique Carnaúba foram levados do Palácio Marechal Floriano Peixoto, onde estavam sendo velados desde a noite dessa quarta-feira (23), até o cemitério, em caminhões do Corpo de Bombeiros. No momento da saída, familiares e amigos aplaudiram as vítimas.

“A credibilidade deles é o que nos conforta. Vim aqui para prestar o apoio necessário à família. Já voei com eles várias vezes e na mesma aeronave. Foi uma grande fatalidade. Estou indo para o Benedito Bentes e, depois, para Palmeira dos Índios”, disse o governador Renan Filho, referindo-se às cerimônias fúnebres para sepultamento dos corpos dos soldados Diogo Melo e Marcos de Moura, ambos da Polícia Militar.

O primeiro foi sepultado no cemitério Memorial Parque Maceió, no Benedito Bentes, enquanto o segundo, em Palmeira dos Índios.
 


 


 


 



Comoção
 

No Campo Santo Parque das Flores, o coronel Adriano Amaral, comandante do Corpo de Bombeiros de Alagoas, afirmou que os militares que morreram no acidente podem ser comparados a verdadeiros heróis. Na oportunidade, ele também se referiu, especificamente, ao major BM Milton, elogiando a postura do colega de farda, tido como um militar de destaque na corporação.

“Ele possuía elevado conhecimento, competência há 14 anos e experiência em voos. Era um profissional que vestia a farda. É uma profissão de risco, de fato, mas ninguém sabe o dia de amanhã. Os militares agiram com bravura e ainda pensaram em evitar uma tragédia, acenando para a população se afastar por causa do risco do acidente”, destacou Amaral.

Quem também destacou o profissionalismo do oficial foi o tenente-coronel Thulio, do 2º Batalhão. “Ele vai se encontrar com o Altíssimo. A PM e toda Alagoas lamentam muito. Ele vai voar com as asas que Deus lhe deu, e não mais com as hélices”, afirmou.

Já o coronel da reserva Mário Sérgio, pai do capitão Assunção, apesar da tristeza, também falou sobre a morte do filho. “Desta vez, filho, não tivestes a mesma sorte da outra vez. Mas, Deus te recebe e o acolhe de bracos abertos. Que Ele o encaminhe para locais corretos, e que você, filho, consiga ter a espiritualidade devida, trazendo conforto a todos nós”, afirmou.

“A perda de quatro heróis que tentaram defender vidas e acabaram sacrificados é lamentável. Eles mostraram dedicação plena ao tentar desviar de todas as casas existentes no local. Hoje é um dia de total honrarias, um momento de completa comoção popular do estado de Alagoas”, opinou o diretor-executivo da Organização Arnon de Mello, Luís Amorim.

“Perdemos homens que estavam totalmente integrados e que pouparam outras vidas. Eram profissionais de boa índole, de boa formação, além de religiosos”, emendou o presidente do Instituto Arnon de Mello, Carlos Mendonça.
 


 


 


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