26/04/2017 às 20h25min - Atualizada em 26/04/2017 às 20h25min

Seguindo CNBB, Arquidiocese de Maceió convoca fiéis para greve geral

Paralisação acontece na sexta-feira (28); Conferência dos Bispos ressalta importância de "escutar a população"

O Fato com Gazetaweb

A Arquidiocese de Maceió vai seguir a recomendação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e apoiar, na capital, a greve geral dos trabalhadores, marcada para acontecer na sexta-feira (28), em todo o País. O assunto será um dos discutidos na 55ª Assembleia Geral da CNBB, da qual o arcebispo Dom Antônio Muniz participa.

Segundo a assessoria de comunicação da Arquidiocese, a Igreja Católica convocou, na última Missa da Misericórdia, no Santuário João Paulo II e Irmã Dulce, no bairro do Vergel, os fiéis para comparecerem ao protesto que será realizado no Centro da cidade, com a participação de diversos movimentos sociais e sindicatos.

"O arcebispo chama para a luta por um Brasil melhor e contra a maneira de se fazer reformas. Como todo cidadão, além de um bom cristão, é preciso reivindicar nossos direitos", informou Dom Antônio.

A greve geral acontece contra as reformas da Previdência e trabalhista apresentadas pelo Poder Executivo e em tramitação no Congresso Nacional.  Em Alagoas, mais de 20 sindicatos já anunciaram que vão aderir ao movimento e outros ainda devem confirmar a participação até a quinta-feira.

Segundo o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, é "fundamental que se escute a população em suas manifestações coletivas". "Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados", disse.

Alagoas

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho no Estado de Alagoas (Sindprev), Cícero Lourenço, as atividades serão paralisadas a partir da meia-noite e devem seguir ao longo do dia. A partir das 15h, haverá uma mobilização na Praça Centenário, de onde os grevistas devem seguir em caminhada até o Centro.

Para algumas atividades essenciais, serão mantidos 30% dos serviços, como determina a lei. Para a área da saúde, esse número pode ser maior de acordo com a necessidade. Além da paralisação, também são esperados bloqueios em rodovias alagoanas que devem ser promovidos por trabalhadores rurais. 

No Estado, vão aderir à greve:

- Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho (Sindprev)

- Sind. dos Trab. da Educação em Alagoas (Sinteal)

- Sind. dos Trab. da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal)

- Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal)

- Sind. dos Serv. Federais da Educação Profissional e Tecnológica no Estado de Alagoas (Sintietfal)

- Sindicato dos Professores do Estado de AL (Sinpro)

- Sind. Trab. Correios E Telégrafos Em Alagoas. (Correios)

- Sind. dos Serv. Púb. Municipais De Maceió (Sindspref)

- Sind. Trab. em Transporte Rodoviários em Alagoas (Sinttro)

- Sindicato dos Urbanitários

- Sindicato dos Bancários de Alagoas

- Sind. Nacional dos Aeroportuários - Secção AL

- Sindicato dos Trabalhadores Portuários de Alagoas

- Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindpetro/ALSE)

- Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem no Est. de Alagoas (Sateal)

- Sindicato dos Vigilantes de Alagoas (Sindvigilantes),

- Sind. dos Servidores da Saúde (Sindisaúde)

- Sindicato dos Servidores do IBGE

- Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol)

- Sindicato da Construção Civil

- Sindicato dos Metalúrgicos de AL (Sindmetal)

- Sindicato dos Ferroviários em Alagoas

- Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB/AL)

- Todos os sindicatos rurais de Alagoas


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