05/07/2021 às 14h54min - Atualizada em 05/07/2021 às 14h54min

CAUSA E EFEITO– PSB quer expulsar Fábio Costa do partido, PSB faz parte da frente Fora Bolsonaro

A Notícia

Foi protocolada por dirigentes de sete movimentos que compõem a Executiva Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), pedindo ao presidente, Carlos Siqueira, a expulsão e perda do mandato do vereador e delegado de polícia Fábio Costa (PSB-AL), por descumprimento aos princípios do estatuto do partido e infidelidade partidária. O documento, protocolado na última sexta-feira (2), tem como base os últimos acontecimentos na Câmara Municipal de Maceió, em que o vereador manifestou publicamente apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e à sua política. Coagindo, inclusive, colegas parlamentares que divergem da sua posição.

“O comportamento do vereador Fábio Costa não encontra guarida no Programa do PSB, em seu Estatuto e muito menos no Código de Ética partidário”, diz trecho do documento assinado pelo presidente nacional da Juventude Socialista Brasileira (JSB), Tony de Siqueira Sechi, e pelos movimentos: LGBT Socialista, PSB Inclusão, Negritude Socialista, Sindical Socialista, Popular, e Nacional das Mulheres. O PSB Nacional é um dos 12 partidos, que junto com movimentos sociais e sindicais, assinaram o superpedido de impeachment de Bolsonaro.

A petição solicita que o comportamento do vereador Fábio Costa seja analisado pelo Conselho de Ética do PSB, com urgência, principalmente após o episódio de alinhamento com um outro vereador do PSL-AL, para concessão de um título, de forma antirregimental, de Cidadão Honorário de Maceió ao presidente da República, no último dia 23 de junho.

Além disso, durante a votação, o vereador delegado Fábio Costa solicitou a censura da fala da vereadora Teca Nelma (PSDB-AL) que, ao proferir seu voto contrário ao título, chamou o presidente de genocida. O parlamentar ameaçou-a com a Comissão de Ética da Camara. E ampliou suas ameaças divulgou em uma rede social cópia do oficio que enviou ao Presidente da República pedindo sua condenação.

“Um plenário de Câmara de Vereadores não pode ser confundido com uma delegacia de polícia, onde um delegado vigia e denuncia às ditas autoridades os parlamentares que divergem de suas ideias e preconceitos”, diz outro trecho do documento protocolado.

Após esse fato, o presidente do PSB Nacional, Carlos Siqueira, também prestou solidariedade à vereadora Teca Nelma afirmando que “quem oferece qualquer tipo de homenagem ao senhor Jair Bolsonaro, figura que representa o extremo oposto de tudo que nós socialistas pensamos sobre a vida, o mundo e o Brasil, não representa minimamente o Partido socialista Brasileiro e tampouco deve continuar a integrar o quadro de filiados desse histórico Partido”.


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