18/10/2015 às 03h30min - Atualizada em 18/10/2015 às 03h30min

Renan Calheiros e mais três é acusado por Baiano de ter recebido propina de US$ 6 milhões

O Fato e Agência Senado

A delação do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, trouxe dores de cabeça para o senador e presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB). O depoimento – delação premiada – arrasta Calheiros, mais uma vez, para o centro da Operação Lava Jato.

Calheiros é um dos investigados, mas ainda não foi denunciado pela Procuradoria Geral da República, como já ocorreu com os outros dois senadores alagoanos: Fernando Collor de Mello (PTB) e Benedito de Lira (PP). Além deles, o presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) também já foi denunciado.

Cunha é ainda acusado de manter contas secretas na Suíça, com US$ 5 milhões.

Agora, conforme reportagem da Revista Veja, as novidades – com base no depoimento de Fernando Baiano – complicam a vida de Renan Calheiros, do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT), do senador Jarder Barbalho (PMDB) e dos ex-ministros de Minas e Energia, Silas Rondeau.

De acordo com matéria de O Globo – baseada na delação de Fernando Soares - eles teriam recebido propina desviada da contração, pela Petrobras, de um navio-sonda. Baiano afirmou que os quatro políticos dividiram US$ 6 milhões.

Em um dos trechos do depoimento, Baiano coloca: “Que, em um primeiro momento, disse a Eduardo Cunha inclusive que teve pagamentos para políticos do PMDB por intermédio de Jorge Luz, referente à primeira sonda; Que inclusive fez menção ao nome dos políticos Renan Calheiros e Jader Barbalho como destinatários de parte dos valores referentes à primeira sonda; Que questionado se fez a menção a Delcídio Amaral e Silas Rondeau, respondeu que não, pois preferiu fazer menção aos políticos do PMDB, que era o partido de Eduardo Cunha”.

“Baiano ainda mencionou ainda pagamento entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão a Delcídio desviado da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos”, frisa um dos trechos da reportagem de O Globo.

No caso de Renan Calheiros, o presidente do Senado negou ter recebido propina. Calheiros praticamente repetiu uma estratégia de defesa que já adotou em acusações passadas, que nunca jamais autorizou terceiros a falarem em seu nome. Os demais acusados também se defendem das acusações alegando inocência. 


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