31/12/2019 às 00h04min - Atualizada em 31/12/2019 às 00h04min

Artista miguelense expõe obras de artes no Museu da Imagem e do Som de Alagoas

A exposição “A Dama” apresentou um fragmento de um período dedicado à arte, que corresponde um tempo de intensas transformações da vida da artista. Poesias, recortes, formas e cores são elementos que compõem a exposição. Com muita sensibilidade, em seus traços, a artista cria uma dimensão poética revelando a força transformadora da mulher, que fragilizada em suas emoções, transcende e aprisiona seus pensamentos, mas que emerge ao mundo da luz.

A artista consegue marcar, com um cunho pessoal, próprio e inconfundível as suas obras, individualizando-as em meio ao universo poético, uma prática que configura uma ligação umbilical entre cores e palavras.

A alagoana de São Miguel dos Campos, Erica Matias foi uma das vencedoras do Edital Nº 03/2019 para seleção de Exposições Temporárias, o qual foi lançado pela Secretaria de Estado da Cultura – SECULT/AL e tem como curadoria o artista plástico Roniekson Okobayewo, que define o conjunto de obras como “poesia visual”.

Entre cores e poemas pincelados com emoções, a poetisa e artista plástica Erica Matias, ressurge no fazer artístico trazendo ao público telas que rompem com as fronteiras do imaginário humano. Inspirada em sua maior referência artística, a pintora mexicana Frida Kahlo, considerada o maior símbolo do feminismo, em “A Dama”, a artista representa diversos sentimentos de mulheres, que por sua singularidade cada uma traz consigo inquietações da alma humana.

Seus traços revelam a força transformadora da mulher, que fragilizada em suas emoções transcende e aprisiona seus pensamentos, mas que emerge ao mundo da luz.

As pinceladas são verdadeiras poesias aos olhos do observador fazendo uma introspecção da realidade, tendo a sensibilidade como um pano de fundo de suas obras.

Composta por 17 telas, com técnicas mistas, tais como: pintura sobre tela em acrílica, colagem e desenho, as obras contemporâneas transmitem uma sinergia para aqueles que a contemplam. Amor, dor e afeto são sinônimos que descrevem as imagens.

Com um alto grau de emotividade, a artista alagoana trafega em seu interior, buscando os elementos da fragilidade da mulher para criar seu próprio mundo.

Nessa perspectiva é ela “a mulher” como ser social e humano que constitui seu foco central. Sua diversidade, sua força, sua fragilidade, sua alteridade e o seu empoderamento são representados nas obras que fazem significar essas facetas sociais e sua dimensão simbólica.

Segundo a artista: “Ser livre é poder ser o que quiser, por isso nunca me contentei em ser apenas dona das letras. Quando descobri que podia fazer poemas com pincéis demorei um período até entender que as imagens vivem em mim. Eu escrevia o que imaginava, agora vou mais além. É preciso mesmo ser ousada para jogar-se em uma tela em branco e redescobrir-se numa combinação de cores e traços. Aos poucos, os desenhos começam a ganhar vida própria, criando impressões, até chegar a hora de limpar os pincéis. A Dama surgiu como uma forma de manifestação artística voltada para a simbologia da mulher, revelando em seus traços a força da sensibilidade externada”, diz Erica.

Espera-se que a partir dessa iniciativa seja possível provocar uma sensibilização e reflexão no público sobre questões tão atuais que envolvem a temática da exposição.
Tendo como o pincel um instrumento criador pincelando os detalhes da sua imaginação e como um labirinto de sentimentos, a artista traz à tona essa proposta inovadora, com o intuito de revelar a feminilidade por meio de suas obras.

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