15/05/2023 às 07h55min - Atualizada em 15/05/2023 às 07h55min

GOVERNO DE AL PAGA O 3º MAIOR SALÁRIO DO PAÍS E O MAIS ALTO DO NE

Reestruturação das carreiras proporcionou aos servidores públicos do Estado ganhos reais de até 40 pontos percentuais acima da inflação

Por Carlos Nealdo
Jornal Gazeta de Alagoas

O governo de Alagoas registrou este ano o pagamento da terceira maior média salarial do País entre servidores públicos estaduais, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (12), pela Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag). De acordo com os dados, a média salarial paga pelo Poder Executivo estadual a todas as categorias é de R$ 6.264,03. O valor só é menor do que o desembolsado pelos governos do Distrito Federal (R$ 12.286,56) e do Amapá (R$ 7.158,70). A remuneração média paga aos servidores públicos do Estado fica acima de estados como o Rio de Janeiro, que remunera o funcionalismo público com média de R$ 5.990,97, Rio Grande do Sul (R$ 5.635,57), São Paulo (5.635,57), Mato Grosso (R$ 5.584,80), Paraná (R$ 5.534,03) e Santa Catarina (R$ 5.457,87). O levantamento da Seplag mostra ainda que a remuneração média feita pelo governo de Alagoas aos servidores públicos estaduais é a maior entre os Estados nordestinos. Na região, Sergipe aparece em segundo lugar do ranking, com média salarial de R$ 5.229,40, seguido do Rio Grande do Norte (R$ 4.505,92), Pernambuco (R$ 4.442,45), Piauí (R$ 4.061,67) e Bahia (R$ 4.010,90). Para se ter uma ideia da média salarial recebida pelos servidores públicos alagoanos, a remuneração feita pelo governo de Alagoas é 66,7% maior do que a desembolsada pelo Estado do Maranhão – último lugar no ranking –, cuja média é de R$ 3.757,05. Também é 64,5% maior que a remuneração da Paraíba (R$ 3.807,82), e 56,6% acima dos salários pagos pelo governo do Ceará (R$ 3.998,21). A secretária Especial de Gestão e Patrimônio da Seplag, Karine Silva, ressalta que a boa posição de Alagoas no ranking nacional se deve à reestruturação da carreira do servidor público, que permitiu remuneração salarial com ganhos acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País. Ela explica que entre 2019, quando foi iniciada a reformulação da carreira do funcionalismo público estadual, até 2022, quando o projeto foi consolidado, houve um impacto nos salários em torno de 40 pontos percentuais acima da inflação do período, que foi de 27%. “Teve carreira em que a reestruturação registrou um impacto maior, como, por exemplo, as carreiras de níveis elementar e médio. Nessas áreas, o impacto salarial foi de mais de 50%”, informa Karine Silva. “Quando alguém ingressa no serviço público hoje, ou seja, no início da carreira, esse impacto é de 98% para os níveis elementar e médio em termos salariais”, ressalta. Karine Silva defende que a reestruturação da carreira dos servidores públicos foi fundamental para proporcionar ganhos reais muito acima da inflação. Segundo ela, o fato de Alagoas ser pagar a terceira maior média salarial do País tem algumas singularidades em favor do Estado. “O Distrito Federal, que aparece em primeiro lugar no ranking, é uma unidade da federação formada essencialmente por servidores públicos, o que o torna um caso à parte – e que não deveria nem fazer parte do ranking. Já o Amapá é um estado novo, sem endividamento, com uma capacidade financeira maior tem atraído pessoas de fora, daí pagar salários maiores”, explica.


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