11/05/2017 às 11h42min - Atualizada em 11/05/2017 às 11h42min

Esquema de favorecimento em mestrado da Ufal pagou R$ 108 mil de propina

Polícia Federal agora investiga se coordenação do curso participava de ilegalidades

O Fato com Agência
 

Delegados da Polícia Federal deram detalhe da Operação Sucupira

A Polícia Federal deu detalhes da Operação Sucupira, deflagrada nesta quinta-feira (11), para apurar um esquema de favorecimento ilegal de servidores do estado ao curso de mestrado em Administração Pública na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A Polícia identificou que R$ 108 mil foram pagos como propina.

Durante entrevista coletiva nesta manhã, o delegado federal Fábio Maia Farias, disse que as investigações tiveram início após uma matéria publicada pelo site Diário do Poder que revelava que servidores do governo do estado teriam sido beneficiados no mestrado da Ufal.

A Polícia Federal intimou 15 pessoas, sendo sete professores e oito alunos, para prestar esclarecimentos sobre o caso. Hoje foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nas residências de professores do curso e de servidores do governo supostamente envolvidos. Vários equipamentos de informática foram apreendidos e serão agora analisados pelo departamento de perícia da PF.

Segundo Maia, a PF já constatou o pagamento de R$ 108 mil em propina, que segundo ele eram realizados por meio de contratos fictícios e fraudulentos e também por meio da inserção indevida de professores e parentes em listas de pagamentos de gratificações a ocupantes de funções da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

Durante a coletiva, o delegado informou que os servidores envolvidos no esquema são da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal), do Instituto de Tecnologia em Informática e Informação do Estado de Alagoas (Itec), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e da Agência de Modernização da Gestão de Processos (Amgesp). A Polícia investiga também o fato de parentes de professores serem incluídos numa lista de pagamento na Sesau.

“Criaram uma lista de despesas por lista no Portal da Transparência do estado para realizar esse pagamento. A gente ainda não sabe que tipo de serviço eles prestavam para a Secretaria de Saúde para aparecer nessa lista. O fato é que professor de mestrado tem dedicação exclusiva e ele não tem como estar prestando algum tipo de serviço para a Sesau e ser remunerado por ela”, explicou.

A PF informou que irá agora apurar se o coordenador do curso de mestrado tinha conhecimento e participava do esquema ou apenas professores estavam envolvidos no suposto favorecimento de servidores do estado no curso.

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) emitiu nota sobre o fato e afirmou que assim que a denúncia foi veiculada na imprensa instaurou uma investigação para apurar se servidores estariam envolvidos. Caso haja comprovação, eles poderão ser punidos desde advertência a demissão do cargo que ocupam.

Leia mais: Ufal pode demitir servidores envolvidos em fraude em mestrado

O governo do Estado ainda não se posicionou oficialmente sobre as denúncias.

*Colaboradora

Por Vanessa Siqueira e Joyce Marina*

 


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