18/03/2017 às 01h26min - Atualizada em 18/03/2017 às 01h26min

Renan reclamou que propina de R$ 500 mil era pouco, diz delator

Segundo o site BuzzFeed, senador não gostou da quantia paga pela empreiteira para sua campanha em 2010. Procurado, Renan não quis comentar

O Fato com Agência

Ex-executivo da Odebrecht em Alagoas, Ariel Parente afirmou à Força Tarefa da Lava jato que negociou pessoalmente propina para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Em 2010, segundo o delator, Renan reclamou que R$ 500 mil era pouco dinheiro. As informações foram publicadas nesta quinta-feira (16) no BuzzFeed pelo repórter Filipe Coutinho.

Ariel Parente trabalhou na Odebrecht deste 1970. Aos investigadores, ele contou que Renan ficou irritado ao ser comunicado que a Odebrecht teria liberado R$ 500 mil em dinheiro vivo para o senador usar em sua campanha em 2010. “Ele achou pouco o valor”, afirmou Parente.

Procurada pelo BuzzFeed, a assessoria de Renan Calheiros não respondeu aos questionamentos sobre a delação.

Ariel Parente, por sua vez, conta que se encontrou com o senador em Maceió. Na ocasião, Renan era candidato ao Senado e seu filho, à Câmara. Ambos foram eleitos, mas com apoio de apenas R$ 500 mil da empreiteira. À época, o executivo justificou a Renan que não tinha autorização para oferecer mais apoio.

Indeciso com a relação entre a empreiteira e Renan, Ariel acionou Cláudio Melo Filho – diretor da Odebrecht responsável pelas negociações com o PMDB. Cláudio, por sua vez, diz que o valor final pago ao senador foi realmente de R$ 500 mil, em duas parcelas, quitadas nos dias 10 de agosto e de setembro de 2010.

“Em 2010, como consta da planilha entregue pela minha empresa ao Ministério Público, ocorreu uma contribuição financeira a Renan Calheiros, com codinome “Justiça”. Apesar de me recordar desse fato e de o meu nome constar na referida planilha, não fui eu quem tratou com o Senador desta contribuição específica. Na planilha consta como responsável pelo pagamento Ariel Parente, tendo sido aprovada pelo DS João Pacífico”, afirmou Cláudio Melo em sua delação.

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