14/05/2020 às 17h04min - Atualizada em 14/05/2020 às 17h04min

'Temos totais condições de identificar', diz delegado sobre quem cria e repassa fake news

Em Alagoas é elevado quadrilhas nos grupos de whatsapp que propagam fake news

Paulo Victor Malta
O Fato com Agência de Notícias
Internet
 

As frequentes manifestações do setor de comunicação do Governo de Alagoas para desmentir notícias falsas, as fake news, têm chamado a atenção neste período de pandemia. Só no mês de maio foram 15 publicações em 14 dias para desmentir informações falsas. O delegado José Carlos, da Seção de Combate aos Crimes Cibernéticos da Divisão de Especial de Investigação e Capturas (Deic), alertou que a Polícia Civil é capaz de solucionar e identificar os autores.  

 

"A Polícia Civil tem totais condições de identificar esse tipo de crime. Às vezes as pessoas acham que através de um celular no modo anônimo ou de um fake de rede social que criou, acham que estão protegidas, que não vão encontrá-las, mas nós avançamos muito do ponto de vista técnico para solucionar esse tipo de crime", disse o delegado. 

O mais recente caso de notícia falsa envolveu a médica infectologista Sarah Dominique, a atual gerente médica do Hospital da Mulher, referência no estado para o tratamento da Covid-19. Segundo o delegado, apesar de ter conhecimento do fato, a Deic só pode agir caso a vítima registre Boletim de Ocorrência, o que não aconteceu, de acordo com José Carlos.

O delegado esclareceu que, no caso específico da médica, há identificação de crimes de calúnia e difamação, com agravantes de que ela é considerada servidora pública e que a propagação da notícia falsa foi feita em meio que facilita a divulgação, como as redes sociais, o que gera o aumento de 1/3 da pena, podendo superar os três anos de detenção, mais multa. 

"A orientação é que não façam e não compartilhem porque é crime contra honra, no mínimo. E os efeitos colaterais que uma situação desta podem causar. De repente, uma orientação desta, no sentido contrário ao que os médicos, a saúde pública e todos os órgãos de saúde dizem, pode mal informar as pessoas, e as pessoas passarem a não ter cuidado e ter infecção por covid e até morte. Além dessa consequência, o fato de você divulgar ou produzir qualquer material que não seja verdadeiro é crime. Crime contra a honra, pode ser calúnia, injúria, a pessoa está sujeita às penas da lei", alertou o delegado.

 

HGE e HU foram vítimas

Em Alagoas, as fake news propagadas nas redes sociais disseminaram informações falsas sobre o Hospital Geral do Estado, o Hospital Universitário, retorno de atividades comerciais, ações do exército, rastreamento de usuários pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), uso de máscaras e remédios, além de uma série de outros assuntos relacionados à Covid-19. 

Alagoas está em isolamento social e com várias restrições à abertura de estabelecimentos comerciais, conforme determina o mais recente decreto publicado pelo governo, como medidas para combater a disseminação da Covid-19 e dar fôlego para o sistema de saúde não entrar em colapso. Segundo o último boletim da Sesau, o estado registrou 2.761 casos e 164 óbitos causados pela doença.

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