11/05/2016 às 08h36min - Atualizada em 11/05/2016 às 08h36min

Eu matei o personagem. Quero ser eu e que as pessoas gostem de mim do jeito que eu sou.

Patricia Marx. Ex Trem da Alegria

DAVID HERNANDES - Radialista e Blogueiro

Quem assistiu ao Domingão do Faustão levou um susto ao ver Patrícia Marx que cresceu e nem de longe aquela menininha que fez parte do grupo Trem da Alegria e se apresentava constantemente nos programas de Xuxa, Chacrinha e Sílvio Santos.

Quando a porta do ding dong abriu surgiu no palco uma moça com cabelo platinado pele maltratada pela acne e nenhuma desenvoltura no palco. Nos anos 80 e 90 Patrícia fazia coreografias e tinha grandes hits desde baladas românticas a dançantes e chamava atenção e levantava os auditórios dos programas,

“Hoje com 40 anos de idade e 30 de carreira Patrícia Marx reclama das dificuldades de trabalhar no Brasil e explica que está “de saco bem cheio” por não fazer shows ““. Certa vez até fez um desabafo em uma rede social”. Artistas que fazem shows são os mesmos que dominam o mercado com seu lixo cultural", existem panelinhas e questionou .Cadê o espaço 'democrático' no mercado de shows, senhores produtores?".

Em 2014 Patrícia Causou polemica ao posar para fotos fumando um cigarro de maconha e dizendo estar cansada de ter que aparentar a mesma imagem da menininha do trem da Alegria. Sobre o uso da maconha a artistas falou: ““ Fumo porque me liberta. Fumo porque quero. Porque sou rebelde. Porque acho contraditório. Porque quero provocar vocês. Porque gosto de estar no todo que isso me proporciona. Porque faz bem e não o mal que o cigarro faz. Porque provoca alegria. Porque é um ato político. Porque sou do contra. Porque há um tabu que eu quero desfazer. Porque nem todo mundo entende. Porque muita gente entende. Porque fazer musica e cantar assim é um voo, uma entrega brilhante. Porque sou criativa e gosto de estar estimulada. Porque me faz perceber coisas que não enxergo no dia a dia. Porque é perfumado. Porque eu quero fazer você pensar e se livrar do preconceito com relação a tudo. Apologia ou não, segue o meu parecer. “Você decide”. Disse ela.

Sobre sua vida ela disse “Sou casada tenho um filho” de 15 anos, sou criativa, artista, sensível, forte, louca varrida, coração mole, mãezona, porra louca, transparente, direta, divertida quando quero depressiva às vezes, de lua, responsável, pago minhas contas, falo o que penso, faço o que quero dona do meu nariz, só faço o que gosto e acredito pago o preço em nome da arte, música é minha alma, amo sexo, amo minha família, amo todos os animais do planeta, fumo vários becks, amo jazz, amo musica erudita, amo etnias, amo as pessoas, acredito (ainda) no amor, sinto tudo muito, sinto as dores dos outros, gosto de cuidar, gosto de ver todo mundo bem, gosto de alegria embora seja mais melancólica e gosto de  ficar sozinha de vez em quando. Trabalhei duro na infância, duro mesmo. Vocês nem imaginam. Enquanto vocês se divertiam, eu estava trabalhando sem férias e tempo para descobrir o mundo normal. Eu matei o personagem. Quero ser eu e que as pessoas gostem de mim do jeito que eu sou. Fingir ser outra coisa faz muito mal para as pessoas e para os artistas, prejudica a saúde física e emocional. Existem muitas pessoas que sofrem porque não seguram a onda.

 


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