29/03/2016 às 09h06min - Atualizada em 29/03/2016 às 09h06min

OAB quer apuração rigorosa de "confronto" que deixou irmãos e pedreiro mortos

Familiares apontam suposto excesso de guarnição da Polícia Militar durante abordagem no Benedito Bentes

O Fato com GAZETAWEB

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB-AL), Daniel Nunes, defendeu uma apuração rigorosa das instituições que investigam a morte dos irmãos Josenildo e Josivaldo Ferreira, durante suposta troca de tiros com a Polícia Militar, na última sexta-feira (25), no Conjunto Village Campestre 2, na parte alta de Maceió. As vítimas tinham problemas mentais e eram acompanhadas por uma equipe de especialistas da Pestalozzi. 

De acordo com Nunes, é importante que as instituições, como Polícia Civil e Instituto de Criminalística (IC), funcionem a contento para dirimir quaisquer dúvidas acerca das circunstâncias da abordagem policial. Reinaldo da Silva, de 46 anos, também morreu durante a troca de tiros. Ele teria sido vítima de uma bala perdida, conforme relatório da polícia. 

Na visão do presidente da comissão, só uma trabalho investigatório coeso pode trazer as explicações que as famílias dos jovens e do pedreiro exigem. "Vamos acompanhar todo o processo de investigação", assegurou Daniel Nunes, lembrando que o inquérito policial já aberto será conduzido pela Delegacia de Homicídios. 

Já um tio das vítimas assegurou que também vai cobrar a devida apuração do caso. "Nós vamos entrar com ações contra os militares envolvidos. Nós não vamos deixar este caso ficar sem apuração. Vamos tentar encontrar testemunhas para que elas digam à polícia o que viram", disse Cláudio Silva. Segundo ele, os celulares e as carteiras de acesso ao transporte público que os sobrinhos portavam desapareceram. 

A Polícia Militar, no entanto, garante que a abordagem aconteceu dentro da legalidade, acrescentando que a corporação não vai afastar os policiais das ruas até que haja indícios de que eles praticaram algum tipo de arbitrariedade. O comandante do 5º Batalhão afirmou não enxergar, ao menos por ora, motivos para a abertura de um procedimento disciplinar.


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