22/03/2016 às 00h26min - Atualizada em 22/03/2016 às 00h26min

"Terrorismo": servidora da Adeal diz que vereador não a agrediu porque colegas impediram

O Fato com Cada Minuto

A servidora pública envolvida na confusão com o vereador Silvânio Barbosan (PMDB) e proprietários de avícolas durante um protesto na manhã desta segunda-feira, 21,na Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), localizada no Poço, disse ao CadaMinuto que só não foi agredida pelo vereador graças a intervenção dos colegas de trabalho, que foram “sitiados” durante a ação, classificada por ela como “ato de terrorismo”.

A servidora contou que ainda está analisando, junto à presidência e a assessoria Jurídica do órgão, se irá registrar queixa policial contra Barbosa. Ela também não descartou levar o caso ao conhecimento da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Maceió.

“O vereador entrou no meu local de trabalho gritando no microfone, acompanhado de dezenas de homens exaltados, então comecei a filmar, ele não gostou e veio para cima de mim. Teriam me agredido se não fossem meus colegas”, desabafou.

A funcionária, que pediu para não ter o nome revelado, disse não ter proferido, em momento algum, palavras de baixo calão contra o grupo, “mas o vereador balançou o dedo no meu rosto e me agrediu verbalmente no microfone, dizendo que tomaria o celular. Eu só pedi que ele me respeitasse”.

“Tinha mulheres grávidas trabalhando aqui, outras perderam exames porque não puderam sair do prédio. Eles impediram a entrada e a saída dos funcionários. E, se era uma manifestação pública, em um prédio público, porque eu não poderia filmar? Ainda estou abalada”, completou.

Testemunha

Outro servidor do órgão, que também pediu para não ser identificado, contou à reportagem que foi um dos que apaziguo a confusão, impedindo que a colega fosse agredida.

Ele relatou ainda que, desde que o grupo chegou ao prédio, o presidente da Adeal disse que receberia uma comissão ou até mesmo todos os manifestantes, que não aceitaram a reunião. “Em nenhum momento a presidência se recusou a ouvi-los. Ofereceu, inclusive, atender a todos no auditório, mas o vereador não quis”.

“Temos várias testemunhas de que a servidora não agrediu ninguém. Do outro lado, eles também estavam filmando. Se houve essa agressão, cadê as imagens comprovando? O que aconteceu hoje aqui foi que os servidores viveram um ato de terrorismo, desde que o vereador chegou xingando o prefeito de Maceió e outras autoridades do Estado e do Município”, concluiu.

Irregularidades

Nesta tarde, a Adeal divulgou, por meio de sua assessoria de Comunicação, uma nota sobre o protesto realizado pelos representes de avícolas. Segundo a assessoria, os manifestantes bloquearam, com um caminhão, a principal via de acesso ao prédio, impedindo a entrada e saída de veículos, em protesto contra a ação da agência, em parceria com secretarias municipais, e a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que resultou na interdição de duas avícolas, no Complexo Benedito Bentes e no Conjunto Santos Dumont.

Os estabelecimentos foram interditados por estarem atuando de forma clandestina. Entre as irregularidades detectadas, estão: falta de registro sanitário e inexistência de alvará de funcionamento, além da ausência de licença ambiental.

Além da imagem divulgada pela assessoria da Adeal, o CadaMinuto recebeu, de um internauta, outras fotografias que mostram a situação encontrada nas avícolas interditadas.


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