12/07/2015 às 16h50min - Atualizada em 12/07/2015 às 16h50min

Alemanha apresenta plano para afastar Grécia da zona do euro por cinco anos

Em defesa de Atenas, Hollande fala em 'fazer tudo por um acordo', enquanto Merkel diz que não quer entendimento 'a qualquer preço'; chefes de Estado e de governo de 19 países estão reunidos na capital europeia

O FATO E AGÊNCIA ESTADÃO

 

 

 

PARIS - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, tem em mãos em Bruxelas um plano para afastar a Grécia da zona do euro por um período mínimo de cinco anos, recebendo em troca o perdão parcial e o reescalonamento da dívida externa. O documento de trabalho foi levado pela chefe de Estado à reunião de cúpula que está em curso neste domingo, 12, em Bruxelas. A proposta tem a oposição do presidente da França, François Hollande, que defende um acordo imediato com o radical de esquerda Alexis Tsipras.  A divisão entre França e Alemanha na discussão sobre a Grécia ficou mais clara na última semana, quando peritos do Ministério das Finanças francês passaram a trabalhar lado a lado com técnicos do governo grego para elaborar uma proposta de acordo que impeça o "Grexit" – a saída da Grécia da zona do euro. Hoje, na chegada à cúpula de Bruxelas, Hollande e Merkel voltaram a expor a divisão entre os dois países. "Se a Grécia não estiver mais na zona do euro, é toda a Europa que não avançará mais", advertiu o presidente, ressaltando: "Vamos fazer tudo por um acordo".Em contraste, a chanceler demonstrou muito mais ceticismo na chegada a Bruxelas. "Não quero acordo a qualquer preço", afirmou Merkel.

Já o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, afirmou que a situação é complicada. "Todos estamos comprometidos em chegar a um acordo sobre a Grécia e também sobre a Europa", ressaltou, exortando o fim das negociações o mais rápido possível. "A Europa tem outros temas importantes a tratar."Os governos de França e Alemanha estão divididos porque Hollande não aceita discutir a proposta de saída temporária da Grécia – o chamado "Grexit provisório" – proposto pela Alemanha. Mais cedo, em uma reunião de ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo), foram discutidos detalhes do plano de austeridade proposto pelo governo da Grécia e que prevê reformas avaliadas em € 13 bilhões – mais do que os € 7,6 bilhões que vinham sendo discutidos até 10 dias atrás no plano de austeridade recusado pela opinião pública grega em plebiscito. Mas, em troca do aumento do rigor fiscal, Tsipras pede a concessão de um terceiro empréstimo no valor de € 74 bilhões e do perdão parcial, ou ao menos do reescalonamento da dívida do país.

Os ministros dos 19 países avaliaram entre o sábado e o domingo o conjunto de reformas propostas. Segundo o ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb, uma contraproposta foi feita e está na mesa de negociações. Ela imporia prazos para a realização de reformas de curtíssimo e médio prazos. Segundo o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, há esperanças de um acordo. Já o comissário europeu de Finanças, Pierre Moscovici, o momento final chegou: "Cabe agora aos dirigentes da zona do euro chegar a um acordo".


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