19/11/2015 às 00h00min - Atualizada em 19/11/2015 às 00h00min

Deus chora, Jesus chora,afirma Papa Francisco

Em homilia pessimista, papa Francisco diz que mundo está em guerra

O Fato e Agências de Notícias

O papa Francisco lamentou o fato de que "o mundo inteiro está em guerra" e de que "não existe uma justificativa para isso" na homilia que fez nesta quinta-feira (19) na missa matinal na capela da Casa Santa Marta.

Suas declarações são uma provável referência aos ataques ocorridos em Paris na última sexta-feira (13), realizados pelo Estado Islâmico, no qual morreram 129 pessoas.

A mesma facção também realizou um massacre em Beirute, no último dia 12

  "L'Ossevatore Romano"Associated Press  
Pope Francis meets with members of the Episcopal Conference of the Federal Republic of Germany, at the Vatican, Thursday, Nov. 19, 2015. (L'Osservatore Romano/Pool Photo via AP) ORG XMIT: OSS102

Pope Francis meets with members of the Episcopal Conference of the Federal Republic of Germany, at the Vatican, Thursday, Nov. 19, 2015. (L'Osservatore Romano/Pool Photo via AP) ORG XMIT: OSS102

Papa se reúne com membros da Conferência Episcopal da República Federal da Alemanha, em Roma

"Uma guerra pode ser justificada —entre aspas— com muitas, muitas razões. Mas quando todo o mundo, como é hoje, está em guerra, todo o mundo: é uma guerra mundial —em pedaços: aqui, ali, lá, em todos os lugares ...— não há nenhuma justificativa. E Deus chora. Jesus chora", disse o pontífice.

Francisco lembrou a aproximação do Natal, mas disse que os preparativos da festa não irão refletir a verdade.

"Teremos luzes, festas, árvores luminosas e presépio. Tudo falso: o mundo continua fazendo guerras. O mundo não entendeu o caminho da paz", afirmou.

Em uma de suas homilias mais duras, ele destacou os malefícios da guerra.

"Em todo lugar existe guerra, hoje, existe ódio. O que permanece de uma guerra, desta, que estamos vivendo agora? O que resta? Ruínas, milhares de crianças sem educação, vários mortos inocentes e muito dinheiro no bolso dos traficantes de armas", ressaltou.

Segundo ele, enquanto uns fabricam armas, outros dão a vida para ajudar os demais "como fez um ícone do nosso tempo, Teresa de Calcutá".

"Nós fará bem também pedir a graça das lágrimas por este mundo que não reconhece o caminho da paz. Peçamos a conversão do coração. Precisamente às portas deste Jubileu da Misericórdia, que o nosso júbilo, a nossa alegria sejam a graça [e] que o mundo reencontre a capacidade de chorar pelos seus crimes, por aquilo que faz com as guerras", concluiu.


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