15/05/2019 às 22h48min - Atualizada em 15/05/2019 às 22h48min

Protestos contra cortes no ensino ocorrem em todos os estados e no DF,Bolsonaro chama estudantes de idiotas

Milhares de manifestantes foram às ruas criticar as medidas do governo Bolsonaro na educação

O Fato com Agência

Manifestações contra o bloqueio de verba para o ensino federal promovido pelo Ministério da Educação foram realizadas em todos os estados e no Distrito Federal, nesta quarta-feira (15), reunindo milhares de alunos, profissionais de ensino e pais. O MEC bloqueou 24,84% dos gastos não obrigatórios dos orçamentos das instituições federais. Essas despesas incluem contas de água, luz e compra de material básico, além de pesquisas

O presidente Jair Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, afirmou que os manifestantes era, "uns idiotas úteis, uns imbecis". "A maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil", afirmou.

Rio de Janeiro

 

Macaque in the trees

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Manifestantes fazem protesto na Candelária contra o corte de verba no ensino federal (Foto: Beto Herrera)

 




























Com forte presença de adolescentes e jovens, alunos de escolas e universidades públicas, o protesto fechou neste fim de tarde duas faixas da avenida Presidente Vargas e da avenida Rio Branco, no centro do Rio.

De instituições como o tradicional colégio Pedro II, os jovens ensaiam gritos de guerra contra o presidente Jair Bolsonaro e seu governo.

"Que contradição, tem dinheiro pra milícia mas não tem pra educação", "Eu não vou trabalhar até morrer, Bolsonaro eu vou derrubar você" e "A nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador" são alguns dos gritos ouvidos.

 

DALLAS, EUA - Ao chegar aos Estados Unidos nesta quarta-feira (15) Jair Bolsonaro afirmou que as manifestações que estão ocorrendo no país em defesa de recursos para a educação são feitas por "idiotas úteis", classificados pelo presidente como "militantes" e "massa de manobra".

Indagado sobre os protestos que acontecem nas capitais e grandes cidades do Brasil, o presidente disse que os alunos que estão nas ruas "não sabem nem a fórmula da água" e servem de instrumento político para "uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais".

Macaque in the trees

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Jair Bolsonaro em Dallas, no Texas (Foto: Marcos Corrêa/PR )

 

"É natural [que haja protesto], mas a maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil", afirmou o presidente na porta do hotel onde está hospedado em Dallas.

Cercado de apoiadores, que gritavam "mito" enquanto o presidente concedia uma entrevista coletiva a jornalistas, Bolsonaro primeiro afirmou que não existe corte na educação para, em seguida, dizer que, por causa da crise econômica e da arrecadação baixa, foi preciso fazer o contingenciamento.

"Na verdade não existe corte, o que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente também, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e, se não tiver esse contingenciamento, simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal. Então não tem jeito, tem que contingenciar", declarou.

Os protestos são uma resposta à decisão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que reduziu o orçamento das universidades federais e bloqueou bolsas de pesquisa.

O presidente disse ainda que não gostaria de fazer nenhum contingenciamento, em especial na educação, mas afirmou que o setor está "deixando muito a desejar".

"Gostaria que nada fosse contingenciado, em especial na educação. A educação também está deixando muito a desejar no Brasil. Se você pega as provas, que acontecem de três em três anos, está cada vez mais ladeira abaixo. A garotada, com 15 anos de idade, na oitava série, 70% não sabe uma regra de três simples. Qual o futuro destas pessoas?".

Na avaliação do presidente, a alta taxa de desemprego no país -cerca de 14 milhões de desempregados- vem da baixa qualificação dos trabalhadores. Bolsonaro afirmou que, durante os governos do PT, não havia preocupação com a educação.

MARINA DIAS


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