02/08/2018 às 11h48min - Atualizada em 02/08/2018 às 11h48min

Papa muda doutrina da Igreja e pena de morte passa a ser inadmissível

Nova regra foi incluída no Catecismo e proíbe a prática em qualquer circunstância

O Fato com Folha
VATICANO

Por ordem do papa Francisco, a Igreja Católica alterou sua doutrina sobre a pena de morte, que passa a ser considerada inadmissível em todos os casos, anunciou o Vaticano nesta quinta-feira (2). 

A mudança foi incluída no Catecismo da Igreja Católica, a compilação oficial da doutrina da religião. 

"A Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa, e se compromete com determinação por sua abolição em todo o mundo", afirmou o pontífice em uma audiência com o cardeal Luis Ladaria, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o órgão responsável por pela defesa das tradições católicas. 

O papa Francisco durante cerimônia na praça de São Pedro, no Vaticano

O papa Francisco durante cerimônia na praça de São Pedro, no Vaticano

O papa Francisco durante cerimônia na praça de São Pedro, no Vaticano - Alessandra Tarantino - 31.jul.2018/Associated Press

Antes disso, a Igreja já era critica da pena de morte, mas autorizava seu uso em algumas circunstâncias,  quando "era o único jeito possível de defender efetivamente a vida humana conta agressões injustas", dizia a doutrina. 

Mas desde o papa João Paulo 2º, morto em 2005, a Igreja já vinha restringindo o apoio a prática e Francisco já tinha condenado seu usopublicamente.

Segundo o novo comunicado, a antiga regra já não funcionava mais porque há novas formas de proteger a sociedade. “Há um entendimento cada vez maior de que a dignidade da pessoa não está perdida mesmo após a prática de crimes muito sérios”, diz o texto. 

“Além disso, surgiu um novo entendimento sobre o significado das sanções penais impostas pelo Estado. Finalmente, foram desenvolvidos sistemas de detenção mais eficazes, que asseguram a devida proteção aos cidadãos, mas ao mesmo tempo, não privam definitivamente os culpados da possibilidade de resgate".

REUTERS , AFP e ASSOCIATED PRESS

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