15/11/2017 às 11h18min - Atualizada em 15/11/2017 às 11h18min

Caso Fifa: testemunha diz que Globo pagou propina por direitos de TV

O Fato com JB

Alejandro Burzaco, ex-homem forte da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias SA, afirmou que a Rede Globo foi uma das seis empresas que teriam pago propina para ganhar a concorrência dos direitos de transmissão de torneios internacionais.

Burzaco prestou depoimento no julgamento do escândalo de corrupção da Fifa, em Nova York. Ele citou ainda que a brasileira Traffic, além de Televisa, do México, a americana Fox e a argentina Full Play também fizeram pagamentos irregulares para obter vantagens.

Burzaco é uma das testemunhas da acusação no julgamento do ex-presidente da CBF José Maria Marin, acusado de extorsão, fraude financeira e lavagem de dinheiro durante negociações de contratos com a Fifa.

Alejandro Burzaco diz que Globo pagou propina por direitos de TV

Alejandro Burzaco diz que Globo pagou propina por direitos de TV

Alejandro Burzaco diz que Globo pagou propina por direitos de TV

Buzarco, que também é réu na investigação conduzida pela Justiça americana, fechou um acordo de delação premiada, e está em prisão domiciliar em Nova York desde que foi detido, há dois anos.

Em Nova York, defesa de Marin culpa Del Nero por subornos

A fase principal do julgamento de José Maria Marin começou nesta segunda-feira (13), em Nova York, nos Estados Unidos, e a defesa do cartola apontou que Marco Polo del Nero era quem mandava na CBF.  

Perante à corte do Brooklyn, o advogado de Marin, Charles Stillman, diminuiu o papel do cartola brasileiro no escândalo de corrupção da Fifa, afirmando que era Del Nero, então vice-presidente, que representava o Brasil na entidade que rege o futebol no mundo.    

Segundo a defesa, o atual presidente da CBF, que também está sendo indiciado pelas autoridades norte-americanas, era a "grande figura" do futebol brasileiro e Marin foi apenas um "substituto temporário".    

Além do cartola brasileiro, também serão julgados o peruano Manuel Burga e o paraguaio Juan Ángel Napout, todos envolvidos no escândalo que abalou a imagem da Fifa em 2015.  

Desde novembro de 2015, Marin está cumprindo prisão domiciliar em um luxuoso prédio de Manhattan. O cartola é acusado de cobrar propinas em contratos de transmissão de TV e marketing na Copa do Brasil, Copa América e Libertadores

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