14/11/2017 às 08h34min - Atualizada em 14/11/2017 às 08h34min

Segunda fase da Operação Polhastro busca suspeitos de sonegação fiscal

Pelo menos dois servidores públicos foram conduzidos coercitivamente

O Fato com Gazetaweb

Foi desencadeada na manhã desta terça-feira (14) a segunda fase da Operação Polhastros, que busca suspeitos de sonegação fiscal. Os alvos são donos e funcionários de empresas de diversos segmentos que funcionam em Maceió.

As equipes se concentraram na sede do Ministério Público Estadual (MPE), no início da manhã, de onde partiram para cumprir mandados.

Além da participação do MPE, integram a operação a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e integrantes das polícias Civil e Militar.

Pelo menos dois servidores públicos foram conduzidos coercitivamente. Um deles foi detido em um condomínio de luxo na parte alta de Maceió.

Foram ainda afastados de suas funções - por meio de decisão judicial - os fiscais José Márcio de Medeiros Maia e Luiz Marcelo Duarte Maia. Além destes, ainda segundo o inquérito, também estão envolvidos nos referidos crimes o cabo PM Marcelo Araújo Almeida, além dos sargentos Santos e Adílson Jacumbinho (todos então vinculados ao Posto Fiscal de Porto Real do Colégio), cujas prisões preventivas já foram solicitadas à 13ª Vara Criminal da Capital - Auditoria Militar.  

Também foram cumpridos seis mandados de condução coercitiva contra Ricardo Magno Ferreira da Silva (fiscal de tributos da SEFAZ), Emídio Barbalho Fagundes Júnior (advogado e fiscal aposentado), Jéssica Nayara de Oliveira Santos, Filipe Moreira Machado, Elaine Cristina da Silva e Kelni Santos da Silva. 

Os servidores civis que estejam foragidos terão seu ponto avocado pelo gabinete do secretário de Fazenda e, caso não se apresentem, terão faltas diárias lançadas, sendo submetidos, se for o caso, a Processo Administrativo por abandono de cargo público, após decorrido o prazo legal. As investigações policiais prosseguem e novas fases poderão ser desencadeadas. 

PRIMEIRA FASE DA OPERAÇÃO

A primeira fase da operação teve como principal alvo uma loja de carnes no bairro do Poço. De acordo com o MPE, mais de R$ 150 milhões foram desviado pela empresa. Os donos e o gerente do estabelecimento foram presos.


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