04/09/2017 às 15h56min - Atualizada em 04/09/2017 às 15h56min

Denúncia contra Temer deve ser analisada "de forma rápida", diz Maia

Presidente em exercício destacou que processo não pode prejudicar agenda de reformas

O Fato com JB

O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, afirmou nesta segunda-feira (4) que a análise sobre uma possível segunda denúncia contra o presidente Michel Temer deve se dar de forma rápida, para não prejudicar a agenda de reformas. Maia afirmou ainda que respeitará as decisões da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas que, se não houver embasamento, a denúncia será arquivada. 

"Parece que haverá uma segunda denúncia contra o presidente da República. Nós que cumprimos os prazos regulamentares devemos, claro, analisar com todo o respeito e de forma rápida para que a gente possa olhar no horizonte essa agenda de mudanças que o Brasil tanto precisa", afirmou.

A expectativa é que a Câmara dos Deputados aprecie a denúncia até o final de setembro. “Temos que começar a separar as coisas. A gente precisa que a Câmara tenha uma agenda de reformas permanente”, defendeu durante o Fórum Exame, voltado a empresários, na capital paulista.

Denúncia contra Temer deve ser analisada "de forma rápida", diz Maia

Denúncia contra Temer deve ser analisada "de forma rápida", diz Maia

Denúncia contra Temer deve ser analisada "de forma rápida", diz Maia

Rodrigo Maia apoiou ainda a privatização das empresas públicas. “Não precisamos privatizar para zerar o deficit público, mas para ter certeza de que sabemos que, nas mãos do setor privado, [as empresas] são mais eficientes”, disse.

O presidente em exercício levantou também a questão da estabilidade do emprego no setor público. “Existem áreas em que será necessária alguma estabilidade, outras não são necessárias”. Maia citou como argumento para uma possível mudança no status dos servidores a falta de recursos para a Previdência pública não apenas em âmbito federal, mas também nos estados brasileiros.

Reforma da Previdência

Segundo Maia, a previsão é de que a reforma da Previdência entre em votação em outubro e que a maior dificuldade será conseguir os votos necessários para a aprovação em primeiro turno. “O problema não é a data, é ter voto para votar. Hoje tem menos votos do que antes”, declarou. Ele calcula que, atualmente, não será possível alcançar mais que 280 votos, quantidade abaixo dos 308 necessários para uma mudança na Constituição.

Maia pretende reverter o cenário. “É questão de trabalhar e mostrar a urgência para os parlamentares”, disse. Ele afirmou que trabalha todos os dias no convencimento dos deputados no tema que, segundo ele, ainda é polêmico. “Aprovada a reforma da Previdência ainda este ano, o impacto na economia ano que vem vai ser muito forte e vai colaborar com a eleição de 2018”, defendeu.

Com Agência Brasil


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