31/08/2017 às 18h01min - Atualizada em 31/08/2017 às 18h01min

Segundo Turno:Almira apoiada por Rozangela Wyszomiska fica em segundo lugar nas eleições da UNCISAL no meio de escândalos de suposta corrupção

A Redação
O Fato com Agência

No meio de escândalos de corrupção em operação da Polícia Federal e matéria no Fantástico, chapa apoiada por Rozangela Wyszomirska, fica em segundo sua ex  Vice-Reitora  Almira Alves dos Santos com a Chapa 3. O Primeiro lugar chapa 2, que tem os nomes Henrique de Oliveira Costa e Ilka do Amaral Soares, oposição a atual reitora.

A Uncisal vive em um momento de uma profunda crise institucional provocado pelo suposto envolvimento da sua atual reitora Rozangela Wyszomiska está sendo  investigada por supostas fraudes em licitações, com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), mediante a contratação de empresas por dispensas indevidas de licitação quando a mesma era Secretaria de Saúde de Alagoas. Suspeita-se que o esquema consistia em fracionar ilegalmente as aquisições de mercadorias e contratações de serviços, de modo que cada contratação tinha valor menor ou igual a R$ 8 mil, no intuito de burlar o regime licitatório. 

A PF informou que, após as empresas contratadas serem escolhidas, eram montados processos com pesquisas de preços de mercado simuladas, com três propostas de preços de empresas pertencentes ao mesmo grupo operacional ou com documentos inidôneos.   

As investigações apontam que os gestores da Sesau não conseguiram prever que seria necessário comprar insumos sorológicos, bolsas para armazenamento de sangue, reagentes, cateteres venosos, seringas descartáveis e serviços de manutenção em equipamentos médico hospitalares, ou seja, não conseguiram licitar e adquirir de forma legal o que é mais básico em uma unidade de saúde. No Hemocentro de Alagoas (Hemoal), foi necessário comprar, emergencialmente, bolsas para armazenar sangue.

Os levantamentos realizados a partir dos dados do Portal da Transparência do Estado indicam que a Secretaria de Estado da Saúde, no período de 2010 a 2016, - apenas mediante dispensas de licitação, cujos valores individuais foram menores ou iguais a R$ 8 mil, - contratou a importância total de R$ 237.355.858,91. Desse valor, o montante de R$ 172.729.294,03 foi custeado pela Sesau com recursos oriundos do SUS. 

De acordo com explicações do representante da CGU, José William Gomes, as compras aconteciam de forma fracionada para ter a dispensa de licitação. "Os processos aos quais a CGU teve acesso apresentam muitas falhas nas normas, o que dá a entender que tenham sido montados. Além disso, algumas das empresas também tinham os mesmos sócios em comum", informou William. 


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