05/08/2015 às 02h21min - Atualizada em 05/08/2015 às 02h21min

Cunha e aliados discutem manobra para votar impeachment de Dilma

O FATO E AGÊNCIA ESTADÃO - O FATO E AGÊNCIA ESTADÃO

 


O presidente da Camara, Eduardo Cunha, durante sessao deliberativa, no plenario da Casa

Acordo determinaria que, após parecer do TCU sobre as contas do governo, o presidente da Câmara rejeitaria o pedido de abertura de afastamento da presidente, mas a oposição apresentaria recurso a ser votado e aprovado

 

BRASÍLIA – Em reunião com aliados de PSDB, DEM e Solidariedade na noite de segunda-feira, 3, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), discutiu uma manobra para pautar pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff sem se comprometer diretamente.

 

 

 

Duas fontes que participaram da reunião disseram ao Estado que ficou acordada a possibilidade de que, após o Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhar seu parecer a respeito das contas de governo de Dilma, Cunha rejeitaria o pedido de abertura de processo de impeachment, mas a oposição apresentaria um recurso, que seria votado e aprovado, garantindo a votação do impedimento da petista.

O TCU deve decidir se o governo fez as chamadas "pedaladas fiscais", irregularidade ao atrasar propositalmente o repasse de dinheiro a bancos e autarquias em 2014 e, com isso, teria omitido ao mercado financeiro e aos especialistas a real situação do saldo de suas contas. A análise das contas do governo Dilma estão sob análise da Corte. Após o julgamento, o relatório será encaminhado ao Congresso, que toma a decisão final. Caso as contas do primeiro mandato sejam rejeitadas poderiam embasar eventual abertura de impeachment contra a presidente por crime de responsabilidade fiscal. 

 

Eduardo Cunha ainda não se manifestou sobre a reunião de ontem. Ele realizaria um almoço na tarde desta terça-feira, 4, com líderes partidários, mas cancelou o compromisso, uma vez que já realizou a conversa que pretendia.

 

Partidos da base como PSD, PR e PP também participaram do encontro, mas negaram ter discutido o assunto.


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