24/07/2017 às 18h56min - Atualizada em 24/07/2017 às 18h56min

Procurador: "Pessoas que apoiavam investigação só queriam fim do governo Dilma e não da corrupção"

Carlos Fernando dos Santos Lima comentou declarações de deputado que defende fim da Lava Jato

O Fato com JB

O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR), comentou a declaração do vice-presidente da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que defendeu um “tempo de validade” de “seis meses” para as investigações da operação Lava Jato.

“Esse parece ser o próximo passo do PMDB. Infelizmente, muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção”, afirmou o procurador no Facebook.

“Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com a sua investigações. Mas, mesmo com todas as articulações do governo e de seus aliados, as investigações vão continuar por todo país”, complementou Carlos Fernando.

Deputado comentou declarações de deputado do PMDB

Deputado comentou declarações de deputado do PMDB

Deputado comentou declarações de deputado do PMDB

O deputado Fábio Ramalho disse, em entrevista para o Estadão, que as investigação “não pode ficar eternamente”.

“Defendo a Lava Jato, mas tem de ter prazo de término. O Brasil não vai aguentar isso o resto da vida. Além da corrupção, tem de se avançar na desburocratização do País, na segurança jurídica do País, nas reformas." O deputado também defendeu um prazo de mais seis meses para a operação.

No começo de julho, o procurador já havia comentado sobre a liberação de verbas para emendas parlamentares pelo governo federal. Na época, Carlos Fernando disse que “Temer libera verbas à vontade" para salvar seu mandato.

Dias antes, ele também afirmou que o governo federal “sufoca” a Polícia Federal, destacando a falta de recursos para emissão de passaportes, cujo serviço estava suspenso. "Na Lava Jato a equipe da polícia foi significativamente reduzida. A quem isso interessa?"

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