01/07/2017 às 02h26min - Atualizada em 01/07/2017 às 02h26min

Manifestantes protestam contra reformas do governo Temer em todo o país

O Fato com Agência

Milhares de pessoas foram às ruas de diversas cidades do país nesta sexta-feira (30) para protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência do governo de Michel Temer e também para pedir a saída do peemedebista da Presidência da República. Cidades de todos os estados e o Distrito Federal tiveram protestos, com bloqueios de vias e rodovias.

Em São Paulo, manifestantes marcharam pela Avenida Paulista. Houve ocorrência de repressão da polícia militar contra ativistas na altura do Masp. No Rio de Janeiro, o ato aconteceu no trecho que vai da Igreja da Candelária, no centro da capital fluminense, até a Central do Brasil. Por volta das 20h, houve confronto entre policiais e manifestantes e lançamento de bombas na Avenida Presidente Vargas.

O governo federal defende que as reformas da Previdência e trabalhista são necessárias para a implantação do ajuste fiscal das contas públicas, a retomada do emprego e do crescimento da economia.

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Brasília, Porto Alegre, Altamira (PA), Belo Horizonte e Uberaba (MG), Teresina e cidades do interior do Piauí, Amapá, Natal, Recife, Fortaleza, Curitiba, Salvador, Aracaju, Manaus, demais capitais brasileiras e muitas cidades do interior também promoveram atos contra Michel Temer. 

 
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No Rio de Janeiro, entre os participantes, estiveram sindicalistas, estudantes, professores e trabalhadores de outras categorias. "Estamos aqui protestando contra o sucateamento da Uerj [Universidade Estadual do Rio de Janeiro]. E também contra a reforma da Previdência. Se ela passar como está, em vez de me aposentar daqui a quatro anos, só me aposento em dez anos", disse a professora de história da universidade, Ana Santiago.

Já o ambientalista Sérgio Ricardo defendeu que o atual governo, de Michel Temer, quanto o anterior, de Dilma Rousseff, não priorizaram a criação de reservas naturais e a proteção aos povos indígenas e ribeirinhos. "Nós sofremos um retrocesso ambiental. E com a reforma da Previdência, quem mais vai sofrer são os pescadores e os pequenos agricultores, que não vão conseguir se aposentar ", argumentou Sérgio Ricardo.

Na manifestação, participantes mascarados ou portando mochilas foram revistados por policiais militares. Foram colocadas chapas de compensado nas fachadas das agências bancárias ao longo da Avenida Rio Branco, no centro do Rio, para evitar depredações. 

Protestos tiveram início na manhã desta sexta-feira

Os atos começaram no início da manhã. Em São Paulo, manifestantes interditaram vias como a Anchieta e a Régis Bittencourt. Os acessos aos aeroportos de Congonhas, na Zona Sul, e de Cumbica, em Guarulhos, foram bloqueados. A Avenida São João também foi bloqueada e a Polícia Militar chegou a jogar bombas de gás contra os manifestantes.

No Distrito Federal, as estações do metrô foram fechadas e os ônibus de todas as empresas não circularam. Na BR-020, próximo ao Setor Mestre D'Armas, em Planaltina, manifestantes colocaram fogo em pneus

Em Minas Gerais, os metrôs não circularam e houve bloqueio nas avenidas na Grande Belo Horizonte. Manifestantes colocaram fogo em pneus na Avenida Cristiano Machado, no bairro Palmares, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Em Contagem, na Grande BH, manifestantes bloquearam a Avenida Cardeal Eugênio Pacell.

No Rio de Janeiro, protestos fecharam vias importantes, dificultando circulação. A cidade entrou em estágio de atenção por causa dos protestos. Manifestantes fecharam a Linha Vermelha, a saída para a Avenida Brasil da Ponte Rio-Niterói, a Avenida Brasil e o acesso ao aeroporto do Galeão. Houve uma manifestação no saguão do aeroporto Santos Dumont. Metrô, trem, VLT, BRT e ônibus funcionavam normalmente.

Houve ainda protestos em Maceió, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Com Agência Brasil


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