29/05/2017 às 02h32min - Atualizada em 29/05/2017 às 02h32min

No Rio, manifestantes protestam contra Temer e por eleição direta

Ato em Copacabana contou com a participação de artistas e shows

O Fato com Agência

Caetano Veloso cantou no ato contra Temer - Roberto Moreyra / O Globo

RIO — Manifestantes protestaram neste domingo em Copacabana, Zona Sul do Rio, pela saída de Michel Temer da Presidência e pela realização de eleições diretas para a escolha de seu eventual substituto no cargo. Com previsão para durar até o fim da tarde, a manifestação contou com a participação de artistas e teve shows de Caetano Veloso, Criolo, Mano Brown, Mart'nália e Maria Gadú. A estimativa dos organizadores é de que 100 mil pessoas tenham comparecido.

O ato foi organizado pelos movimentos sociais Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular. O grupo se concentra na orla. Parte dos manifestantes segurava bandeiras da CUT e de partidos de esquerda.

 

VEJA AS FOTOS DO PROTESTO NO RIO QUE PEDIU A SAÍDA DE TEMER E ELEIÇÕES DIRETAS

  • Diversos músicos fizeram shows na manifestação que pediu a saída do presidente Michel Temer, em Copacabana, Zona Sul do RioFoto: Pablo Jacob / O Globo

  • Caetano Veloso foi um dos artistas que compareceram ao eventoFoto: Roberto Moreyra / O Globo

  • Caetano Veloso dividiu o palco com Milton NascimentoFoto: YASUYOSHI CHIBA / AFP

  • Milton Nascimento também participou da manifestaçãoFoto: Roberto Moreyra / O Globo

  • Os músicos também pediram a realização de eleições diretas para a PresidênciaFoto: Pablo Jacob / O Globo

  • Os shows duraram horas e reuniram milhares de pessoas no RioFoto: Roberto Moreyra / O Globo

  • O artista Wagner Moura, que estrelou o filme Tropa de Elite do cineasta José Padilha, compareceu ao evento em CopacabanaFoto: Pablo Jacob / O Globo

  • Manifestantes levaram acessórios que pediam Diretas JáFoto: Pablo Jacob / O Globo

  • Já esta manifestante leva um cartaz com uma brincadeira: Proposta de beijar até o presidente Michel Temer perder o cargoFoto: Pablo Jacob / O Globo

  • E estas outras fazem o que estava no cartaz da manifestante anteriorFoto: Pablo Jacob / O Globo

  • Manifestantes identificados com o Partido dos Trabalhadores (PT) protestam no Rio e usam a cor vermelhaFoto: Pablo Jacob / O Globo

  • Mas também houve quem se enrolasse com a bandeira do Brasil e utilizasse outros acessórios que remetessem ao símbolo nacionalFoto: Pablo Jacob / O Globo

  • Manifestante usa brinco que pede eleições diretas no paísFoto: Pablo Jacob / O Globo

  • Cartazes e até um boneco com o presidente Temer foram levados a Copacabana, no protesto deste domingo. Na faixa presidencial, há a mensagem "corrupto" escritaFoto: Pablo Jacob / O Globo

Um boneco de Temer, com a facha "golpista", também circulou no protesto. Participaram do ato os atores Daniel Oliveira, Gregório Duvivier, Bemvindo Siqueira, Sophie Charlotte, Osmar Prado, Wagner Moura, Zezé Polessa, Antonio Pitanga e Humberto Carrão.

 

Caso Temer seja afastado do cargo, a previsão constitucional é que sejam realizadas eleições indiretas — aquela em que os parlamentares escolhem o presidente. É possível realizar uma eleição direta, se o Congresso aprovar uma emenda constitucional com esse intuito.

A proposta precisaria ser aprovada em dois turnos por três quintos dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Uma PEC apresentada pelo deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) está em tramitação na Casa.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), autor de dois pedidos de impeachment contra Temer, está entre os políticos que participaram do ato. Ao GLOBO, Molon defendeu a realização de eleição direta para presidente, caso Temer seja afastado do cargo. Para ele, a pressão popular, a voz da ruas, é o caminho.

— Não é razoável esperar que o Congresso comprometido com o escândalo e tentando se livrar dele possa tomar alguma decisão sobre eleição indireta para presidente — afirmou Molon, que vê brecha em caso de impeachment para que a proposta de eleição direta seja aprovada como projeto simples, sem a necessidade de uma PEC.

O deputado também criticou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o acusou de proteger Temer. Segundo Molon, Maia segura os pedidos de impeachment apresentados na Casa.

— Quando senta em cima de todos os pedidos de impeahcment, Maia impede que os partidos recorram no Supremo, não dá chance mesmo em eventual decisão contrária. O Brasil não pode ficar à deriva, enquanto ele protege seu aliado — declarou Molon.

Fonte: O Globo

Movimento por diretas já e contra Temer toma ruas de Copacabana - Pablo Jacob / Pablo Jacob

O protesto ocorreu após delações de executivos do grupo JBS atingirem o presidente e a cúpula do seu governo. Dono do grupo JBS, Joesley Batista gravou o presidente em diálogo sobre a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de um inquérito para investigar Temer.

No pedido de investigação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o presidente de envolvimento com pelo menos três crimes: corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa.

Na última quinta-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou na Câmara um pedido de impeachment contra o presidente com base na delação e acusou Temer de cometer crime de responsabilidade.


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