28/07/2015 às 08h09min - Atualizada em 28/07/2015 às 08h09min

Política do governo Renan Filho desagrada até ao tio Olavo Calheiros e Secretária de Saúde é alvo de críticas por sua incompetência

Deputado estadual do PMDB diz nos bastidores que governo é ruim na técnica e na política,saúde falta até os matériais excenciais para atender á população

Davi Soares - O Fato com Agência Cadaminuto
Cadaminuto
ASCOM Assembleia

A crise do governador Renan Filho (PMDB) com sua suposta bancada governista tem se ampliado desde a escolha dos integrantes do primeiro e segundo escalão do governo. Neste recesso, o governador começou a conversar e tentar uma reaproximação dos aliados, principalmente aqueles da Assembleia Legislativa do Estado (ALE). Sozinho, sem recorrer à ajuda do líder de seu governo no parlamento, Ronaldo Medeiros (PT), Renan Filho não obteve avanços consideráveis, sob a alegação de que o governo não poder dar o que a maioria dos parlamentares quer (cargos, apoio a ações, projetos, etc).

Mas o problema é bem mais complexo do que a simples distribuição de cargos. Quem tem acompanhado a evolução (cronológica) do governo peemedebista e tem enxergado e exposto nos bastidores as graves falhas técnicas e políticas do chefe do Executivo é o deputado estadual Olavo Calheiros (PMDB). Tio do governador, Olavo sempre foi apontado como líder capaz de ajudar o gestor peemedebista a melhorar esta relação política em prol do desempenho das ações do governo. Mas Renan Filho tem centralizado as decisões e muitos dos argumentos de aliados bem próximos têm sido ignorados.

Olavo Calheiros, como já disse em post anterior, é um dos parlamentares mais desapontados com a política conduzida pelo sobrinho e colega de partido. E faz tempo que o tio do governador não esconde a insatisfação com os rumos do governo. Olavo quer a equipe de Renan Filho atuando mais politicamente. E não apenas no sentido partidário da palavra. Mas ouvindo lideranças e adequando as ações às necessidades da população. É praticamente o que o governador pediu, ao empossar seus secretários: “Todos devem ouvir o que o povo tem a ensinar!”, orientou Renan Filho, no discurso de posse.

Mas os ouvidos estão moucos na maioria das pastas. Senhores de si, alguns secretários deram mancadas vergonhosas e ainda sustentam-se nos cargos. Aliados mais próximos do governador, quando confrontados com as críticas e Olavo, têm ressaltado que o perfil do secretariado é técnico, não político. “Mas nem é bom na técnica nem na política”, tem retrucado Olavo.

O alvo principal das críticas do tio do governador é a secretária de Saúde do Estado, Rozangela Wyszomirska. Para Olavo, foi um vexame que poderiam ter sio evitados, os episódios da reabertura da inacabada sede da Maternidade Santa Mônica e a ausência de medicamentos e insumos no Hospital Geral do Estado (HGE). Mas não é apenas a saúde, a educação, a assistência social e outras pastas também têm pecado no atendimento às demandas populares, que muitas vezes chegam por meio dos aliados.

Alguns dos aliados já se conformaram com o difícil contexto econômico do Estado. Mas cobram o desencastelamento de Renan Filho e a abertura dos gabinetes do Palácio República dos Palmares para a demanda dos aliados. “Muita gente não quer nem discutir distribuição de cargos. Tem deputado que quer apenas levar demandas de suas bases, conversar com o governador, ser recebido por secretários”, disse um parlamentar.

Prova de que não tem havido diálogo suficiente é a pressão de parlamentares sobre o governo, por exemplo, para incluir na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016 uma emenda que pretende impor a liberação de R$ 75 milhões para ações e projetos indicados pelos deputados estaduais em suas bases. Assunto que, de acordo com Olavo e a maioria dos parlamentares insatisfeitos, poderia ser solucionado e substituído por uma maior atenção e proximidade da atuação política e também técnica junto àqueles que foram eleitos para representar o povo, assim como Renan Filho.

Um governo deve ter o bem estar da população como principal foco de atuação. Mas também é importante manter a boa relação política com seus aliados, desde que pautada pelo mesmo objetivo de fazer serem cumpridos os itens do programa de governo aprovado nas urnas. Que este seja o objetivo de ambos.


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