25/10/2016 às 23h57min - Atualizada em 25/10/2016 às 23h57min

Revolta e pedidos de Justiça marcam sepultamento de jovem morto na PB

Alagoano estava na Paraíba para aproveitar o final de semana com amigos

O Fato com Agências

A cidade de Teotônio de Vilela se vestiu de luto, nesta segunda-feira (24), durante o sepultamento do corpo do estudante de fisioterapia, Cícero Maximino da Silva Júnior, de 21 anos, que foi morto por um policial militar em uma blitz na cidade de João Pessoa, na Paraíba, no último sábado (22). O clima de revolta marcou a cerimônia de adeus e familiares cobraram Justiça. 

O pai do universitário, Cícero da Silva, declarou que, apesar da versão da polícia de que houve reação por partes dos jovens na blitz, ele não acredita nessa possibilidade. Cícero ressaltou que, durante os 21 anos de vida do filho, ele nunca deu trabalho e sempre se comportou dentro da lei. Cícero Maximino foi visitar o amigo na Paraíba durante esse final de semana e acabou morto. 

"Não acredito que meu filho estivesse armado ou andando na companhia de alguém que portasse uma arma na motocicleta. Ele não era disso. Vou entrar na Justiça contra o Estado da Paraíba. É inadmissível que um policial tente supostamente parar alguém numa blitz com um tiro na cabeça. Que esse disparo fosse efetuado em outra direção, mas não na cabeça do meu filho", lamentou o pai do jovem estudante. 

O velório do estudante aconteceu no Ginásio Municipal em Teotônio e, em seguida, seguiu para o sepultamento no cemitério da cidade. O cortejo atraiu centenas de pessoas às ruas do município. A Guarda Municipal acompanhou o cortejo. Como forma de protesto, durante a cerimônia fúnebre, amigos e parentes exibiram cartazes cobrando justiça e pedindo a prisão do policial que efetuou o disparo de arma de fogo. 

Em entrevista à imprensa da Paraíba, o jovem que conduziu a motocicleta - que não teve o nome divulgado e supostamente estaria armado -, negou que no momento da abordagem estivesse com um revólver calibre 38. Ele lembrou que, mesmo com as declarações dos integrantes da polícia, em nenhum momento as autoridades o procuraram para fazer qualquer exame que confirmasse o porte do revólver.  

"Que arma é essa que ninguém sabe onde foi localizada? Como estava armado e os policiais me liberaram? Houve a constatação de minhas digitais na arma? Todas essas perguntas precisam ser respondidas, visto que um jovem que não tem ficha criminal foi morto de forma covarde. É preciso que haja Justiça", disse ele. 

Versão da Polícia

Por meio de nota enviada à imprensa, o comando da Polícia Militar da Paraíba assegurou que toda a ação se deu dentro da legalidade e que uma arma calibre 38 foi apreendida. Os militares relataram ao comando que o condutor da motocicleta acelerou a moto e furou a blitz, tentando sacar arma contra os policiais. 

Nas redes sociais população não acreditam na versão da polícia e revolta geral!

 

 

Suposta arma apreendida durante a blitz onde aconteceu a morte do universitário 


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