01/09/2016 às 00h00min - Atualizada em 01/09/2016 às 00h00min

Agora a hora é de resistir a um governo ilegítimo e golpista.

Marcus Robson Filho
Para os que lutaram até o último instante contra o desenlace que teve o impeachment (ou “golpeachment”), o dia seguinte deve servir para uma reflexão necessária, visando a responder a seguintes questão: o que vamos fazer daqui por diante? A resposta a essa questão tem que ser desenganadamente uma só: continuar a luta!

Não vou aqui, porque já fiz outras tantas vezes nesse mesmo espaço, fazer considerações explicando os porquês de achar o que aconteceu ontem (31/08/2016) foi o desenlace de um golpe. Não há mais tempo para isso. Agora, o tempo é o de organizar a resistência a um governo ilegítimo, usurpador e comprometido com o sistema financeiro, com os setores reacionários e corruptos de nosso país.

Temer protagonizou essa ardilosa manobra golpista que se encerrou ontem, aliando-se ao que existe de pior na política brasileira, o que, por si só, já nos impõe o dever de resistir a ele. Mas, além disso, Temer vem sendo citado algumas vezes como um dos beneficiários do esquema que se investiga na denominada operação lava jato.  

E não é só isso! Temer já deu sinais induvidosos de que administrará o país de mãos dadas com as elites. As medidas que vem anunciando e executando vão no sentido de solapar direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores desse país, atendendo, destarte, aos interesses do mercado, dos bancos e da agiotagem nacional e internacional.

Avizinha-se, com essa ruptura democrática, cujo derradeiro ato ocorreu hoje, um momento ainda mais difícil para a classe trabalhadora. Dizemos isso porque, atendendo de forma vassalar às demandas das classes dominantes, esse governo ilegítimo já está impondo, e ainda vai impor muito mais, grandes sacrifícios à classe trabalhadora.

Exatamente nesses termos é que não há, para as trabalhadoras e trabalhadores de nosso pais outro caminho senão o da resistência a esse governo usurpador. A luta que se iniciou desde o primeiro momento em que se começou a montar essa nefanda conspiração à democracia não acabou na noite de ontem, no plenário do Senado Federal. Essa luta doravante ganha novas bandeiras. Sejamos refratários e firmes em nossas proposições, pois só assim se derrota um governo ilegítimo.

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