10/08/2020 às 14h52min - Atualizada em 10/08/2020 às 14h52min

ESCOLA CENECISTA AMÉLIA VASCONCELOS

Dr. Olegário Venceslau de Oliveira e Silva

                As águas de março trazem consigo o lenitivo suave do orvalho, que ousa cair por entre as folhas esverdeadas das copas de vetustos arvoredos, enraizados nos úmidos e íngremes torrões de uma Chã Preta recém emancipada, qual filha que alcança a maioridade e deixa o regaço de sua sempre terna mãe – Viçosa, e parti em busca de novos horizontes, seguindo doravante o destino que lhe fora destinado. Nos longevos idos de mil novecentos e setenta e oito, cujas páginas da história ainda recém escrita, com a tinta indelével do labor apostólico e pensamento visionário de um rebento, nascido nessas bucólicas paragens ribeirinhas, eis que surge por entre o amontoado de pedras sobrepostas, o mais belo e não menos suntuoso templo da intelectualidade chã-pretense, cujo frontispício daquele novel monumento educacional inebriava os olhares dos que ali transitavam. 

                  Novas cátedras eram preenchidas por exímios mestres das letras e exatas, o que outrora fora simplesmente um momento dantesco e sombrio sem quaisquer perspectivas de futuro, agora tornar-se-ia um frenesi inigualável, vivenciado pelos dissentes que ansiavam amiúde a formação pedagógica e com esta alçarem vôos, que os levariam a galgar os mais elevados píncaros da glória e do saber. Não foram poucos os preceptores que engrossaram as fileiras de autênticos mestres na arte do magistério, naquela insipiente unidade escolar, patronímica da professora Amélia Vasconcelos. Neste interminável rol de docentes sobressaem os nomes jamais olvidados de Pedro Teixeira de Vasconcelos [fundador e 1º diretor da referida escola], Maria Martins da Silva e Givaldo Kleber Albuquerque, cuja retórica e fluidez no vernáculo lhes renderam os louros do reconhecimento. Somados ainda a estes despontam a vocação para a licenciatura de Laurinda Maria de Vasconcelos, José Adalberto Brandão, Mauro Roberto Teixeira, Pacifica Severo, Dr. Jaime Carneiro Lopes, Célio José Rebelo de Vasconcelos, Maria Andrelino Ferreira [Afra], Sérgio Fernandes de Aguiar Neto, José de Arimatéa Teixeira, Maria Regina Albuquerque, Maria Nazareth Brandão, João de Oliveira Filho, Maria das Graças de Vasconcelos, Alzina Maria de Vasconcelos, Dr. Severino Florêncio Teixeira, Maria Célia Holanda, Maria Cristina do Nascimento, Stella Marys de Vasconcelos, José Berlandi dos Santos, Maria Aldina Rodrigues, Flávio de Vasconcelos Rodrigues e uma miríade de outros mais, que receberam o suporte  administrativo de abnegados funcionários da estirpe de Marinalva Tenório Florentino, Maria José de Oliveira e Silva [Edleuza], Maria Irabel de Lima, Izabel Ferreira da Rocha.

                   Passadas quatro longas décadas desde sua fundação, a Escola Cenecista Amélia Vasconcelos guarda consigo uma parte da história de nossa gente. Cujas lembranças qual argamassa indestrutível tornar-se-ão perenes, para aqueles que um dia transpassaram seus umbrais quer como aprendizes ou mesmo como mestres, e que hoje à guisa de memória são tomados pelo saudosismo de uma época que não mais voltará, tornando-se adstritos a um pretérito que ainda resiste a crueza e voracidade do tempo, parafraseando o poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe: “o que passou, passou, mas o que passou reluzindo resplandecerá para sempre”.

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