07/08/2017 às 22h47min - Atualizada em 07/08/2017 às 22h47min

Marlene Lanverly

Marlene Fernandes Lanverly, mulher que participou dos bastidores, de fatos significativos da história alagoana e da República.

Nasceu no dia 23 de agosto de 1935, no município sertanejo de Caicó, Rio Grande do Norte. Marlene era primogênita do Fazendeiro Francisco Dantas Fernandes e Márcia Medeiros Fernandes. Era de uma família de sete irmãs: Maria Norma, Celeida, Maricel, Marilda, Márcia, Maria de Fátima e José, o único irmão varão.

Marlene no dia 28 de feveireiro de 1951 aos 15 anos de idade, casou com Rostand Lanverly de Melo, Juiz de Direito. E veio morar em Alagoas. Marlene residiu em várias comarcas do interior alagoano, acompanhando o marido onde ele exercia a magistratura. Marlene e Rostand tiveram um casal de filhos: Alberto Rostand e Márcia Isabel.

 

Marlene era funcionária da Secretária de Estado de Administração do Estado de Alagoas. Dirigia a Chefia Central de Documentação. Como diretora Central de Documentação Marlene realizou o censo do funcionalismo público do poder executivo do estado de Alagoas. Concluindo o censo do poder executivo. O então presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Divaldo Suruagy, convidou Marlene para realizar o censo do poder legislativo. Daí começou uma ligação que duraria a vida toda.

 

Guilherme Palmeira foi eleito Governador de Alagoas, convidou o professor Humberto Cavalcanti para ser o chefe da Casa Civil e resolveu convidar Marlene para trabalhar com ele na função de Subsecretária da Casa Civil. Guilherme Palmeira se desincompatibiliza para disputar o mandato de senador. Assumi o vice Theobaldo Barbosa. Cleyton Sampaio assumi o gabinete Civil e Marlene continua no cargo. Divaldo Suruagy assumiu o governo de Alagoas, convidou o Dr. Jorge Assunção para chefe da Casa Civil e Marlene continua como Subsecretária. Jorge Assunção protelou sua função. Marlene passou a responder pela chefia do gabinete Civil, mesmo estando no cargo de subsecretária, o cargo estava vago. Dr Jorge Assunção não queria mais. Suruagy nomeia Godofredo Palmeira, irmão do Guilherme Palmeira para assumir o posto. Godofredo fazia a parte política e Marlene a parte executiva.

 

Suruagy é eleito senador da república e convida Marlene para trabalhar com ele no senado. Marlene disse a Suruagy

"Eu acompanharia meu marido a Brasília, mas não sozinha". Suruagy estende o convite de assessor Técnico a Rostand Lanverly que já era juiz aposentado. Viveram durante oito anos em Brasília.

 

1994 Divaldo Suruagy volta pela terceira vez ao cargo de Governador com a mais expressiva votação. Oitenta por cento dos eleitores apoiaram seu nome. Marlene volta ao Palácio do Governo. Trabalhava ali o dia todo. Morava praticamente no Palácio.

 

Alagoas vive a pior crise político-financeira e administrativa: os funcionários públicos ficaram sem salários durante dez meses. Nesse ambiente Marlene deu várias sugestão inclusive que ele

 

“começasse a pagar o mês de Janeiro do Governo dele e deixasse aqueles meses atrasados para ir lentamente atualizando”. Divaldo Não aceitou, não queria expor o seu antecessor.

Começava então a "Depreciação da imagem pública de Suruagy que era algo fenomenal foi consequência do atraso de salário porquê sem dinheiro o ser humano chegar a situação de desespero”.

" Suruagy tentou várias formas, viagens, tentativas de empréstimos, tudo para melhorar a situação do Estado. Mas infelizmente não conseguiu. O estado estava sem credibilidade.”

 

 Dia 17 de Julho de 1997 Suruagy se licenciou. Marlene estava o tempo todo ao seu lado. Assumiu o vice-governador Manoel Gomes de Barros que estava tendo apoio do Governo federal e estava conseguindo pagar os salários dos servidores.

 

"Apesar de não haver diferença de idade. Divaldo me considerava como mãe, ele me ouvia muito. Homem de bem, caráter ilibado, jamais percebi no período que ele foi: Deputado, federal, Senador Constituinte, governador por três mandatos, gesto ou atitude que me chamasse atenção para menos honestidade. O homem que foi tudo nesse estado. Desfrutou de um prestígio imenso em Brasília. Eu estava lá. Sou testemunha disso. Ele nunca se locupletou disso. Nunca seque nomeou uma filha. Jamais nomeou ninguém dele para ocupar um cargo público. Como também nunca nomeou os meus filhos. Rostand é engenheiro e professor concursado da UFAL e Márcia Isabel casou cedo e foi morar no Rio Grande do Norte. ".

Marlene é avó de cinco netos : Rostanzinho, Bruna, Larissa, Camila e Flávia e possui cinco bisnetos: Arthur, Beatriz, Lucca, Leonardo e Luíza.

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